Maio 27th, 2010
Vitória para nos encher de orgulho e preocupação com o futuro
Published on Maio 27th, 2010 @ 00:34:59 , using 685 palavras, 27 visualizações
Quando o árbitro encerrou a partida contra a Universidad de Chile, na semana passada, foi muito grande a decepção pela eliminação da principal competição Sul-Americana, mas desta vez os jogadores que entraram em campo encheram de orgulho a nação rubro-negra. Foi disparado a melhor partida do mengão em 2010. Do início ao fim da partida, a equipe mostrou uma disposição impressionante, extremamente concentrada, boa qualidade técnica e precisão nas finalizações. Infelizmente sofreu um gol, num dos poucos vacilos da equipe na partida, faltou sorte no tirambaço de Léo Moura no travessão e enfrentou como sempre uma arbitragem extremamente caseira, que deixou de marcar 2 pênaltis em Adriano, nos quais os zagueiros chilenos puxaram acintosamente a camisa do imperador.
O que devemos lamentar muito é o resultado da primeira partida no Maracanã, aquela que pode entrar na relação de nossos maiores vexames pela forma que foi construído o placar. Mas talvez, o grande vilão daquele dia tenha sido um fator extra-campo. O atrasado da chegada da delegação foi fundamental para o desastre em campo e pelo que foi apurado, embora negado pela cúpula rubro-negra, o motivo teria sido um desvio no trajeto, para pegar a digníssima presidente Patrícia Amorim na Gávea. Se isso for verdade, trata-se de uma demonstração que o amadorismo continua imperando na administração do clube. Outra prova de inexperiência ou incompetência da atual administração é com relação as renovações dos contratos prestes a vencer e aos possíveis reforços.
Infelizmente a partida no Chile pode ter marcado o fim de um ciclo vitorioso da equipe rubro-negra. As saídas de Adriano, Vagner Love e Petkovic é questão de dias. Em um ano na Gávea, Adriano deu a volta por cima, abandonou uma aposentadoria precoce, voltou a ser feliz, foi artilheiro e melhor jogador na conquista do campeonato brasileiro, que o mengão não alcançava há 17 anos. Infelizmente nesse ano, o imperador abusou da falta de profissionalismo e isso custou caro ao rubro-negro, com a perda do Tetra-Carioca e da quase eliminação precoce, ainda na 1ª fase da Libertadores e até a ele próprio, que ficou fora da lista para a copa do mundo, estritamente por problemas extra-campo. Apesar dos deslizes de 2010, o imperador deveria sair de uma forma mais harmoniosa com a torcida, que o recebeu de braços abertos, o idolatrou e apenas fez sua parte, cobrando resultados em campo.
Com essas iminentes saídas é necessário agilidade para reposição, mas o que temos visto até então é uma indefinição até mesmo na escolha da vice-presidência de futebol, que apenas ontem foi entregue ao Hélio Ferraz. Diretor remunerado até agora nada. Técnico, temos um projeto muito mal acabado de um retranqueiro, que gosta mais de volantes que Dunga e pilotos de Fórmula 1 juntos. Ou a diretoria contrata um Treinador com T maiúsculo, renove contratos e contrate jogadores de bom nível logo, ou passaremos o resto do ano lamentando posições nada confortáveis na tabela de classificação, longe das primeiras colocações.
Com todo respeito aos esportes olímpicos, o que leva dezenas de milhares de pessoas ao Maracanã e milhões de pessoas espalhadas pelo mundo inteiro a viverem ligados no mais querido do Brasil são grandes craques e grandes equipes de futebol. Parafraseando o nosso grande goleiro Bruno, um poeta de boca fechada, a nação rubro-negra está pouco se lixando para a colocação do César Cielo e da equipe rubro-negra de natação. O que queremos é uma equipe de futebol competitiva, que entre nas competições como favorita e que conquiste títulos. Outro pecado de nossa presidente tem sido o que Bruno disse com relação a torcida. Ela está pouco se lixando para as Embaixadas da Nação, um projeto fantástico da diretoria anterior, que propicia um grande vínculo dos torcedores rubro-negros espalhados pelo mundo com o nosso clube. Acorda Patrícia Amorim.
Maio 17th, 2010
Seleção, basquete e decepção com o mengão
Published on Maio 17th, 2010 @ 16:47:36 , using 1270 palavras, 46 visualizações
Pacotão de opinião
A última semana foi recheada de assuntos que mereceram destaque e devem ser analisados. Vamos então a eles em ordem cronológica.
1 - Chegou o dia mais esperado do ano. O dia em que cada um dos 190 milhões de brasileiros gostaria de ocupar o cargo ocupado hoje por Dunga. Como já era esperado, a teimosia imperou. O rabugento técnico confirmou as expectativas, levou a turma da sua igrejinha e contrariou a quase totalidade dos brasileiros ao convocar uma enormidade de jogadores burocráticos e deixar de fora jogadores que representam a essência do futebol brasileiro. Infelizmente, o Adriano fez de tudo pra ser excluído da relação. Com o imperador fora, Fred seria uma opção bem melhor que Grafite. Neymar e Ganso fora é um crime contra a pátria. Ronaldinho Gaucho fora não é novidade, pois desde 2006 não é nem sombra do que já foi um dia, mas com esses 23 convocados, tinha vaga fácil para o ex-melhor do mundo. Hernanes ficar fora, com Josué, Kleberson e Felipe Melo dentro, é brincadeira!!! Kleberson não está tendo bola nem pra ser titular do Flamengo. Ocupa a vaga de titular muito mais pelo nome que tem, do que pelo que vem jogando. É duro criticar a convocação de um jogador da nossa equipe para uma Copa do Mundo, mas pior é saber que este jogador não merece. Doni, 3º goleiro da Roma é o cúmulo do absurdo!!! Dunga deu um grande passo para voltar tão crucificado da Africa do Sul, quanto voltou da Itália em 1990. Se em 94 teve a oportunidade de se redimir como jogador, como técnico certamente não terá essa mesma oportunidade. Como possui jogadores no sistema defensivo que atravessam grande fase, isso faz com que o Brasil possa conquistar o título, que caso aconteça será certamente graças a um futebol no estilo da seleção de 94. Agora nos resta torcer pelo futebol burocrático da seleção do teimoso Dunga, pois seleção brasileira não é mesmo. O hexa muito provavelmente só virá em 2014. Que tal esse time pra jogar a final no Maracanã: Julio César, Maicon, Thiago Silva, Juan e Marcelo; Lucas, Hernanes, Kaká e Ganso; Neymar e Alexandre Pato. Isso é claro, se não surgir outras grandes promessas até lá. E como temos 4 anos pela frente, é bem provável que surjam novas jóias por esse mundão chamado Brasil.
2 – Jamais havia visto um jogo de basquete profissional no Ginásio. Moro há 55 quilômetros da cidade Franca, capital brasileira do basquete. A 2 semanas, fui juntamente com mais 5 membros da Fla-Passos me debutar, na 1ª partida das semifinais da NBB. O Flamengo esteve na frente do placar até a 4 minutos do fim, quando Franca virou o placar e saiu na frente da disputa. Após 2 vitórias no RJ, o mengão retornou a Franca em busca de uma vitória para chegar a mais uma decisão da NBB. A torcida de Franca lotou o Ginásio. Quem não conhece de perto não tem a noção do quanto a cidade de Franca respira basquete e como são apaixonados os seus torcedores. Para terem uma ideia do que representa o basquete para a cidade, as lixeiras das ruas são em forma de cestas de basquete. Eu novamente estava lá, desta vez sozinho. Havia mais alguns poucos rubro-negros da região espalhados em meio a mais de 5 mil torcedores de Franca. O jogo foi muito equilibrado. No último quarto a diferença jamais passou de 3 pontos e quase sempre com Franca na frente. Quando faltavam 16 segundos Franca vencia por um ponto e teve 2 arremessos livres a seu favor. Errou um. O Flamengo tinha 16 segundos para fazer 2 pontos e empatar ou 3 para vencer a partida. O genial Marcelinho pegou a bola e caminhou lentamente para o ataque, quicando a bola e cozinhando o galo. A torcida nem piscava, mal respirava, o silêncio imperava. A 3 segundos do fim, Marcelinho arremessou de longa distância. Que confiança, que frieza, que precisão. Nem aro deu. Chuáááá. A torcida que levantou em peso para comemorar um possível erro levou as mãos a cabeça e um silêncio ensurdecedor imperou no Ginásio Pedrocão, o templo do basquete brasileiro. Eu e mais poucos rubro-negros espalhados no Ginásio vibramos muito, mas em absoluto silêncio. Afinal ninguém é maluco a ponto de vibrar em meio a uma multidão de apaixonados pelo adversário. Foi uma sensação deliciosa. Marcelinho é um cracasso. O Zico do nosso basquete.
3 – A quarta-feira eu gostaria que não tivesse existido. Mais uma vez o Flamengo repetiu o vexame dentro do Maracanã. Começou pela absurda falta de planejamento, que fez a delegação chegar ao Maracanã apenas 35 minutos antes do início da partida. É inacreditável uma equipe entrar numa partida tão importante com tamanha apatia. O Sr. Retranca, pra variar, armou o meio-campo com 4 volantes. Adriano e Vagner Love perderam gols inacreditáveis. Bruno, apesar de sofrer falta, falhou bisonhamente, já que a bola passou no meio de suas mãos no 2º gol. David voltou a furar. Como eu havia dito na coluna anterior, o resultado foi a prova de que nada adiantou poupar meio time e deixar de ganhar 2 pontos obrigatórios contra o mistão do São Paulo pelo Brasileirão. Partida pra se esquecer. Só não virou goleada porque a Universidad não sabe fazer gols. Agora a classificação só é possível por obra de um milagre. Analisando com os pés no chão, sabendo das limitações da nossa defesa e com o horrível treinador que temos, trata-se de uma missão quase impossível. Como trata-se de futebol, tudo é possível e é nisso que a nação rubro-negra tem que se apegar.
4 – No último sábado, a equipe titular do Sr. Retranca, ou seria professor pardal, foi a campo vestido de Tabajara. Que coisa horrorosa. Não que as cores sejam feias, mas a nossa alma é rubro-negra. Fica até difícil vibrar com um gol de uma equipe vestida de amarelo e azul. Apesar da inexplicável barração de Maldonado para o retorno de Toró, o rei dos cartões amarelos, a equipe começou bem e marcou um gol logo de cara, na base da sorte, pois o goleiro do Vitória falhou bisonhamente. A parir do meio do 1º tempo o campo ficou impraticável com tanta água, mas inexplicavelmente o mengo recuou muito e pagou caro por isso. Aos 40 minutos uma estupidez do Fierro, que deu carrinho fazendo falta em frente a grande área, com 2 jogadores do mengo na marcação, permitiu o empate ao Vitória. Mais uma falha clamorosa de Bruno. É incrível como o Bruno é capaz de alternar tanto. Faz defesas milagrosas como a falta que defendeu contra o Corinthians no final da partida e comete falhas bisonhas como nos 2 últimos jogos. Exerce grande liderança sobre o grupo, tornando-se capitão da equipe e é capaz de tantas declarações inoportunas e ridículas como pouco se lixar para a torcida e quem nunca saiu no tapa com uma mulher. Quando será que irá crescer e se tornar regular debaixo das traves. O Flamengo tinha obrigação de ganhar a partida, pois além de ser incomparável os elencos de Flamengo e Vitória, a equipe baiana entrou em campo com apenas 4 titulares. Já foram 4 pontos jogados fora no Brasileirão, por pura incompetência do técnico e dos jogadores.
Maio 10th, 2010
Da euforia a decepção
Published on Maio 10th, 2010 @ 03:04:07 , using 969 palavras, 54 visualizações
A derrota por 2 a 1 para o Corinthians na última semana representou a mais saborosa derrota da nação rubro-negra. Poucas vezes uma derrota foi tão comemorada, afinal, representou a classificação para as quartas de finais da Libertadores, fase que o mengão não alcançava desde 1993, quando foi eliminado pelo São Paulo, sem contar a eliminação de um dos principais favoritos ao título em virtude do altíssimo investimento no ano de seu centenário.
Apesar da euforia pela classificação é necessário fazermos uma análise consciente do que vem se passando com o rubro-negro para que não corramos o risco de novos dissabores de agora em diante.
Na vitória diante do Corinthians por 1 a 0 no jogo de ida, a expulsão de Michael, no 1º tempo, jogado debaixo de um temporal, fez com que o mengo jogasse o 2º tempo de forma muito diferente do habitual no Maracanã. O quer se viu naqueles 45 minutos finais foi o Corinthians ter muita posse de bola e o mengo jogando no contra-ataque, que inclusive originou o pênalti que deu nos deu a vitória.
Na partida de volta, no Pacaembu, o mengo, que jogava por um empate, ou até mesmo por uma derrota por um gol de diferença, desde que fizesse gol, fez um 1º tempo simplesmente medíocre, onde foi massacrado pelo Corinthians, que só não abriu uma vantagem maior porque Bruno fez boas defesas. Além de uma desorganização incrível, a equipe errava passes na saída de bola de forma infantil, apresentava uma desconcentração inadmissível em jogos decisivos e não se via em campo nenhum empenho dos jogadores.
Na volta para o 2º tempo, com a equipe necessitando de pelo menos um gol, Rogério começou a mostrar que não está preparado para o cargo que assumiu, agora de maneira efetiva. Se desde o seu 1º jogo no comando teve a boa sacada de escalar o volante Rômulo, como um terceiro zagueiro, liberando os laterais, desta vez demonstrou que tem um estilo de jogo totalmente voltado para a defesa, ou mais popularmente, trata-se de um retranqueiro, muito diferente do estilo ofensivo que a torcida rubro-negra espera de sua equipe.
Quando esperava-se mais um meia-armador em campo, Rogério substituiu Vinicius Pacheco por Kléberson, que nunca foi um grande armador, além de atravessar uma péssima fase técnica e que fora preterido até mesmo do banco de reservas no 1º jogo. Haja incoerência. Como muitas vezes o futebol prega grandes surpresas, a substituição errada acabou dando certo, pois Kleberson deu o passe para o gol da classificação, marcado por Vagner Love, mas fora isso, não produziu mais nada de bom. Com o placar favorável, aos 31 minutos, o retranqueiro Rogério sacou Vagner Love, disparado o melhor jogador da equipe, que com uma disposição incrível e muita técnica, criava as melhores oportunidades para o mengo matar o jogo e levava a torcida corintiana a loucura, para a entrada do marcador Fierro. Se era pra tirar um atacante, que saísse Adriano, que mal fisicamente, levava muito menos perigo a meta alvi-negra. Novamente Rogério deu sorte. Já imaginaram se o Corinthians fizesse mais um gol nos 17 minutos restantes, com o melhor atacante rubro-negro fora de campo? Felizmente isso não ocorreu e o mengão saiu de campo derrotado, mas com a vaga nas quartas de finais.
Em meio a tantos jogos decisivos por importantes fases da Libertadores e da Copa do Brasil, tivemos a rodada de abertura do principal campeonato do nosso calendário. Infelizmente a dona CBF não é capaz de fazer um calendário racional e esvazia a sua principal competição.
Com o pensamento só na Libertadores e de forma absurda, Rogério, juntamente com sua comissão técnica, decidiu poupar a metade da equipe titular. É um absurdo não usar a força máxima nos jogos de uma competição tão equilibrada e importante, que normalmente é decidida com diferença mínima de pontos. Considero ainda maior o absurdo de poupar jogadores, se considerarmos que o Flamengo jogou apenas 2 partidas nos últimos 17 dias, já que não houve as partidas finais do campeonato carioca. A justificativa das ausências devido cansaço muscular é inaceitável. Será que não enxergam que o Adriano precisa jogar sempre pra melhorar seu condicionamento físico, que este ano está infinitamente inferior ao do ano passado? Pior ainda é usar como substitutos, jogadores sem a menor condição técnica para usar o manto sagrado. Uma equipe que tem Toró, Fernando e Denis Marques se torna quase incapaz de vencer qualquer adversário. Além desses jogadores sofríveis, para piorar o Sr. Retranca usa um sistema com 4 volantes, 1 meia e 1 atacante. Aí fica difícil. Do meio para frente apenas Petkovic e Kleberson, que desta vez fez boa partida, sabem tratar a bola com carinho. Os demais apanham feio dela. O resultado disso foi a perda de 2 pontos jogando em casa, contra um limitado time misto são paulino, que só não saiu vencedor da partida, porque Washington perdeu um gol inacreditável e David, o melhor do jogo, salvou um gol em cima da linha, no minuto final do jogo. No 2º tempo com a entrada de Michael no meio-campo a equipe até melhorou um pouco.
Acho que o momento merece grande reflexão, tanto por parte do Sr. Retranca, quanto ao sistema de jogo e aos jogadores que entrarão em campo e também por parte de diretoria, que acabou de efetivar Rogério. Se Rogério mantiver os conceitos adotados nessas 3 partidas, acho que sofreremos um bocado durante o campeonato brasileiro e dificilmente obteremos sucesso na Libertadores.
Maio 5th, 2010
Fla x Timão - O jogo do ano
Published on Maio 5th, 2010 @ 19:53:43 , using 1014 palavras, 32 visualizações
Chegamos ao dia da partida mais importante do ano para o mengão. A partida de hoje sela definitivamente os destinos de Flamengo e Corinthians na temporada. O Corinthians no ano de seu centenário fez investimento milionário com o objetivo da conquista inédita da Libertadores. O mengão, com a conquista do Brasileiro após um jejum de 17 anos, começou o ano sonhando com o Bi da competição mais importante do continente. Pelos investimentos e expectativas ambos entraram na disputa apontados como grandes favoritos. Por um lado o Corinthians fez a sua parte. Apesar de não brilhar, foi extremamente eficiente e foi o melhor dentre os primeiros colocados da 1ª fase, garantindo a vantagem de decidir em casa até a final, caso chegue até lá. O Flamengo, por outro lado decepcionou e só conseguiu a classificação contando com uma combinação de 3 resultados favoráveis na última rodada da competição, quando já havia encerrado sua participação na 1ª fase. O desempenhos extremos colocou ambos frente a frente já nas oitavas de finais. Azar do Corinthians, que fez a sua parte e não contava encontrar de cara um adversário tão forte. O mengão entrou no confronto como azarão, em virtude da fraca campanha, mas principalmente pela crise instalada na Gávea. Mas no mengão é sempre assim. Quando se pensa que está morto, ressurge das cinzas. Apesar de todos os problemas, inclusive um técnico interino, o mengão conquistou uma boa vitória no primeiro confronto e dentre os 3 principais objetivos de um primeiro jogo de mata-mata, o mengão conseguiu 2. A vitória e não sofrer gols em casa. O único objetivo não alcançado foi fazer um elástico saldo de gols. A classificação do Flamengo pode representar uma crise sem precedentes na história do Corinthians, talvez até maior que a vivida após a eliminação diante do Palmeiras em 2000. A eliminação do Flamengo pode representar a contratação de um novo técnico e uma debandada de alguns dos principais jogadores como Adriano, Vagner Love e Petkovic. A confiança é muito grande e como inspiração para um grande resultado logo mais na partida de volta no Pacaembu, o texto a seguir relembra uma de minhas melhores recordações deste confronto na capital paulista.
CORINTHIANS 1 x 2 FLAMENGO - CAMPEONATO BRASILEIRO 99 – 1ª FASE
O dia 1º de setembro de 1999 era especial para a fiel torcida alvi-negra. Nesse dia o Corinthians comemorava o seu aniversário, completava 89 anos desde a sua fundação e estava muito próximo de alcançar um recorde histórico do campeonato brasileiro. Com uma campanha até então perfeita, ou seja, 7 vitórias nas 7 primeiras partidas deste campeonato, o time só precisava de mais uma vitória para igualar a façanha do Atlético-MG de Reinaldo e cia, que em 1977, ganhou seus 8 primeiros jogos. Além do mais, a fiel contava com o excelente retrospecto do timão em jogos no dia de seu aniversário. Até então na sua história, no dia 1º de setembro, tinha disputado 9 jogos, conquistando 5 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota para o seu arqui-rival Palmeiras por 1 a 0 em 1991. Mas, aquela foi uma noite que não deixou boas recordações para a fiel torcida do Corinthias, que compareceu em grande número ao Pacaembu. O Flamengo venceu o timão por 2 a 1, em jogo válido pela 1ª fase do campeonato brasileiro daquele ano. 37.391 pessoas pagaram ingresso, proporcionando uma arrecadação de 373.850 reais. O árbitro da partida foi Luciano de Almeida do Distrito Federal. O técnico Osvaldo de Oliveira mandou o Corinthians a campo com: Dida, César Prates, João Carlos, Nenê e Augusto (Kleber); Vampeta, Rincón, Luiz Mário (Edu) e Ricardinho; Luizão (Fernando Baiano) e Edílson. O Flamengo do técnico Carlinhos jogou com: Clemer, Pimentel, Fabão, Luiz Alberto e Athirson; Leandro Ávila, Jorginho (Marcelo), Beto (Leonardo Inácio) e Fábio Baiano (Maurinho); Leandro Machado e Romário.
O Corinthians começou o jogo com tudo, dando a impressão de que iria golear o Flamengo. Logo aos 5 minutos fez 1 a 0 para o timão e em seguida teve a chance de aumentar a vantagem em cobrança de um pênalti, mas , aí começou a brilhar a estrela do goleiro Clemer, que em noite iluminada defendeu a cobrança. Enquanto Clemer continuava a fazer milagres lá atrás, Romário tratou de por em prática a sua genialidade lá na frente. Aos 27 minutos, em jogada que só os gênios executam com perfeição, deu um balãozinho na frente de João Carlos e de virada bateu no canto direito, sem chances para o excepcional goleiro Dida, que atravessava uma das melhores fases de sua brilhante carreira. Mas o baixinho Romário não se deu por satisfeito e aos 34 minutos, após belo cruzamento de Beto da ponta esquerda, concluiu com uma cabeçada fulminante, fazendo mengão 2 a 1 e dando cifras finais ao marcador. O timão pressionou até o final, enquanto o mengão utilizava os contra-ataques. Apesar da insistência das duas equipes o placar não se alterou e o Corinthians saiu de campo com o amargo gosto da derrota e a tristeza por não ter conseguido o recorde histórico.
FICHA DO JOGO:
CORINTHIANS 1 x 2 FLAMENGO
Local: Pacaembu (São Paulo)
Data: 01.09.99
Público: 37.391
Renda: R$ 373.850,00
Árbitro: Luciano de Almeida (DF)
Cartões Amarelos: César Prates, Nenê e Rincón (COR) e Clemer, Luiz Alberto, Athirson e Romário.
Corinthians: Dida – César Prates, João Carlos, Nenê e Augusto (Kleber) – Vampeta, Rincón, Luiz Mário (Edu) e Ricardinho – Luizão (Fernando Baiano) e Edílson. Técnico: Osvaldo de Oliveira
Flamengo: Clemer – Pimentel, Fabão, Luiz Alberto e Athirson – Leandro Ávila, Jorginho (Marcelo), Beto (Leonardo Inácio) e Fábio Baiano (Maurinho) – Leandro Machado e Romário. Técnico: Carlinhos
GOLS: Luizão (COR) 5 e Romário (FLA) 27 e 34 do 1º tempo
Abril 27th, 2010
O novo comandante da nação
Published on Abril 27th, 2010 @ 23:32:01 , using 841 palavras, 55 visualizações
Como disse na coluna anterior, não era favorável a mudança de treinador neste momento, apesar dos erros cometidos por Andrade, sendo o principal deles, não ter peitado as decisões erradas de Marcos Braz. Este sim, saiu tarde do cargo que ocupava.
Certamente se a demissão de Braz tivesse ocorrida quando o mesmo teve a crise de estrelismo após o Fla-Flu, hoje a situação tanto de Andrade, quanto do Flamengo seriam bem melhores, provavelmente não perdendo o Tetra-Carioca e certamente terminando a 1ª Fase da Libertadores numa posição bem mais confortável.
Mas já que somente agora a presidente Patrícia Amorim resolveu tomar tal medida, não há como contestar sua posição, já que a situação exigia uma postura radical mesmo e em se tratando de futebol, quando não há bons resultados é normal que a corda arrebente do lado do técnico.
Além do mais, o momento teria sido bastante oportuno, já que havia a possibilidade de contratação de 2 treinadores de peso. Infelizmente Joel Santana optou por continuar seu belo trabalho no Botafogo e Muricy Ramalho, o melhor entre os disponíveis, sequer recebeu proposta do mengão, clube que como divulgara recentemente, sonhava dirigir. Lamento não ter havido pelo menos uma conversa com este grande treinador, mas compreendo o motivo, que certamente é a realidade financeira. Se no final do ano, Andrade quase não renovou porque queria 220 mil reais, seria uma tremenda incoerência contratar Muricy agora ganhando cerca de 500 mil, que era o seu salário no Palmeiras.
Já que as 2 melhores opções do mercado já não existem mais, vamos dar uma viajada pelo mercado e ver quem seria a melhor opção para o mengão.
A começar pelo interino Rogério Lourenço, ex-jogador e com grande identificação com o mengão. Caso conquiste bons resultados imediatamente, nos jogos contra o Corinthians, poderia até ser uma grande aposta. O ex-zagueiro em pouco tempo na nova profissão tem demonstrado qualidades. Começou no juvenil do mengão, passou pelos juniores, foi vice-campeão mundial no ano passado como treinador da seleção brasileira Sub-20 e desde janeiro é auxiliar de Andrade. Vale lembrar que o mengo além de ser um belo berço de craques, também já revelou grandes técnicos. Coutinho, Carpegiane, Carlinhos, Andrade começaram no mengão e todos foram campeões brasileiros. Portanto, Rogério poderia ser mais um nesse Hall. Só depende dele e do que ele conseguir dos jogadores em campo, com resultados expressivos.
Até o momento os 2 nomes mais comentados são Celso Roth e Abel Braga. Vi entrevista do Abelão que disse ser muito difícil sua saída dos Emirados Árabes, já que possui multa rescisória muito alta. Até poderia ser uma boa opção. Sua passagem pelo mengo foi marcada, apesar do título estadual de 2004, por um dos maiores vexames de nossa história, a derrota para o Santo André na final da Copa do Brasil de 2004. Pouco depois, com desempenho ruim no Brasileiro daquele ano acabou demitido. Depois disso, teve passagem semelhante no Fluminense, quanto ganhou o estadual, mas também perdeu a Copa do Brasil para uma equipe do interior de SP, o Paulista de Jundiaí. Em 2006 viveu o ápice de sua carreira, com as conquistas da Libertadores e do Mundial pelo Inter. Depois disso nunca mais voltou a ter conquistas expressivas, mas trata-se de um técnico muito sério e que trabalha muito.
Celso Roth também tem as mesmas características de Abelão, mas tem um defeito incorrigível. É o maior amarelão da face da terra. Normalmente começa muito bem as competições, com suas equipes sempre nas primeiras posições da tabela, muitas vezes até na liderança, mas a quando se chega perto do fim, suas equipes tem rendimentos medíocres e decepcionam suas torcidas. O trabalho dele no mengo em 2005 foi muito ruim, mas não culpo apenas ele. Naquele ano o mengo teve um dos piores times de sua história, chegando a ficar em penúltimo lugar no campeonato carioca e só se salvando do rebaixamento no brasileiro após o “Milagre de Joel Santana” nas 10 rodadas finais, quando venceu 7 e empatou 3 partidas. Sinceramente não gostaria nem de pensar em ver novamente o Roth, ou “BURROTH”, como é muitas vezes chamado, comando o mengão.
Por falta de opções eu acho que o nome ideal seria de um técnico que durante muitos anos eu e boa parte da torcida brasileira criticou, exatamente por ter o mesmo perfil de Celso Roth. Faz grandes trabalhos, mas sempre peca na hora decisiva. Faz alguns anos que ele está sumido do futebol brasileiro. Acredito que esteja no Japão. É Levir Culpi. Sinceramente, caso Rogério não conquiste bons resultados imediatamente, acho que Levir, que já foi muito chamado de LEVICE, por tantos vice-campeonatos conquistados, seria um grande nome para o mengão.