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Julho 4th, 2010
HOLANDA 2 x 1 BRASIL – O sonho do Hexa foi adiado pra 2014
Published on Julho 4th, 2010 @ 03:59:22 , using 1928 palavras, 73 visualizações
HOLANDA 2 x 1 BRASIL – O sonho do Hexa foi adiado pra 2014. A torcida era grande, mas uma série de erros culminou com a desclassificação que pra mim não foi nenhuma surpresa. Desde o sorteio em dezembro do ano passado, esse confronto era previsto e deixando de lado o patriotismo, o time laranja é melhor. Verdade que não é nenhuma Brastemp e tem defeitos, mas muito menos que a seleção do Dunga. Isso mesmo, seleção do Dunga, porque seleção brasileira não é mesmo. Se Dunga durou quase 4 anos nesse cargo, foi graças a uma defesa que sempre se mostrou muito sólida e a um goleiro que é disparado o melhor do mundo a pelo menos 2 anos. Porém, nessa partida, quem normalmente salvava, acabou falhando e aí ficou claro os erros apontados por muitos há muito tempo, mas que o todo poderoso chefão preferiu ignorar. O Brasil até fez um grande 1º tempo, tomando a iniciativa do jogo, abriu o placar, não recuou e neutralizou a principal jogada holandesa com Robben pela direita. O Brasil só não foi para o intervalo com uma vantagem maior graças ao árbitro que deixou de marcar um pênalti em Kaká e a uma defesaça do goleiro holandês em chute de Kaká após uma bela jogada de nosso ataque. O 2º tempo foi outro jogo. Desde o início o Brasil recuou, não conseguia segurar a bola no ataque e a Holanda tomou conta do jogo. Após cruzamento despretensioso, falha dupla na área brasileira, com o grande goleiro e por muitas vezes salvador da pátria Julio César, saindo mal do gol e sendo atrapalhado por Felipe Melo, que raspou de cabeça pra dentro do gol. Numa cobrança de escanteio, pane geral na defesa e o baixo, porém cerebral Sneider, marcou de cabeça, sem nenhuma reação do seu marcador Felipe Melo. O time sentiu demais. A partir daí o que se viu foi um time brasileiro descontrolado, desorganizado, sem poder de reação e sem opções no banco pra melhorar a equipe. Felipe Melo confirmou aquilo que todos sabiam que iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Após cometer uma falta, pisou covardemente em Robben, sendo expulso e deixando na mão seus companheiros e toda a nação. Nenhuma surpresa pra quem acompanha a carreira desse jogador limitado tecnicamente e muito indisciplinado. O Brasil era um descontrole só. Como Dunga cobraria equilíbrio de seus jogadores, se durante toda a copa mostrou um total desequilíbrio a beira do gramado, xingando árbitros e adversários e dando socos no banco de reservas? Se o Brasil, enquanto tinha a vantagem no marcador, não conseguia segurar a bola no ataque, a Holanda dava aula do assunto, com o atacante Robben usando sua habilidade para prender a bola e sofrer faltas do descontrolado time brasileiro. Ao time brasileiro faltava criatividade. Kaká sentiu a falta de melhor condicionamento físico, como era esperado devido ao longo tempo de inatividade. O problema é que o turrão Dunga, convocou sua igrejinha, não os melhores e com isso não tinha as opções que durante meses a torcida e imprensa tanto cobravam. É duro saber que no Brasil ficaram jogadores como Ronaldinho Gaúcho, Alex e Ganso, que nos dariam pelo menos a esperança de virar o jogo. A maior prova da estupidez do nosso técnico foi dada por ele mesmo. O Brasil perdia o jogo e ele não teve sequer a coragem de fazer a 3ª substituição, já que tinha convicção, que mesmo com o desgaste físico, quem estava em campo era muito superior aos seus reservas disponíveis. Com tantos erros desde a montagem desse grupo, foi incontestável a vitória dos holandeses, que se não é uma laranja mecânica como já foi um dia, tem futebol vistoso, que joga ofensivamente e tem pelo menos 2 jogadores ( Sneider e Robben ) que fazem a diferença. Mais uma vez o futebol de resultados perdeu. Será que não seria melhor jogar o nosso verdadeiro futebol ofensivo? Nesta Copa, pelo menos Holanda, Espanha e Alemanha tem jogado um futebol ao estilo que consagramos e não por acaso estão nas semifinais.
URUGUAI (4) 1 x 1 (2) GANA – Emocionante!!! Só mesmo o futebol é capaz de situações tão divergentes em tão pouco tempo. Enquanto em questões de segundos uma nação foi da euforia e ao fundo do poço, a outra desolada explodiu de alegria. Os 120 minutos de jogo foram marcados por muita disposição, mas pouca inspiração das 2 equipes. O medo de perder parecia impedir que as 2 equipes se jogassem com mais ambição ao ataque. Os 2 gols foram marcados de longa distância, com a colaboração dos 2 goleiros e a ajuda inestimável da Jabulani. Mas o que faltou de emoção em 120 minutos, sobrou no último. O atacante Luisito Suárez, que fora o herói na fase anterior, fez 2 defesas espetaculares em cima da linha. A 1ª com a perna, sobrou para uma nova cabeçada do atacante ganense. Desta vez, no reflexo puro, Suárez fez a maior defesa desta copa com as mãos e foi expulso. Enquanto Suárez saía desolado de campo, Gyan, autor de 3 gols na copa e também herói na fase anterior, preparava para a cobrança que colocaria pela 1ª vez uma equipe africana em uma semifinal de copa do mundo. O inesperado aconteceu. Gyan chutou no travessão, a partida acabou e a vaga na semifinal foi para a disputa de penalidades. Gyan mostrou personalidade, bateu novamente e desta vez marcou, mas Gana entrou psicologicamente derrotada e 2 de seus jogadores bateram mal, transformando Muslera em herói nacional no Uruguai, que retorna a uma semifinal de copa depois de 40 anos. Não há como não vir a lembrança o filme da copa de 86. As vezes os Deuses do futebol são muito injustos. Gyan, o melhor jogador de Gana na copa, não merecia perder aquele pênalti, assim como Zico não merecia perder o pênalti contra a França em 86, após o sacrifício a que fora submetido para estar presente naquela copa. Mas felizmente para uns e infelizmente para outros, fatos como esses entram para a história desse magnífico esporte e da sua principal competição, que atrai a atenção de todo o planeta.
ARGENTINA 0 x 4 ALEMANHA – Massacre!!! Pelo desempenho dos ataques nos jogos anteriores eu até esperava um jogo com muitos gols, mas jamais uma goleada. Apostava numa vitória da Argentina. Acreditava que a individualidade, principalmente de Messi, fizesse a diferença a favor dos sul-americanos. Mas o que se viu em campo foi um massacre os alemães. A história começou a ser descrita logo no início, com a falha do fraquíssimo sistema defensivo argentino. A Alemanha repetiu seus melhores momentos nesta copa e mostrou o que é uma equipe organizada. Sólida na defesa, volantes que marcam com muita eficiência e sabem jogar como meias ( Schweinsteiger fez uma partida exuberante), meias que ajudam na marcação, se deslocam procurando espaços para a armação das jogadas e são a alma dos contra-ataques e um ataque que une a juventude e categoria de Muller com o faro de gol de Klose. No 2º tempo a Alemanha soube explorar com muita sabedoria o desespero do adversário e foi implacável e impiedosa. A Alemanha saiu dessa partida com a credencial de uma futura campeã do mundo. Para isso terá de superar mais 2 grandes adversários, Espanha e possivelmente a Holanda. Se sagrar-se campeã, a Alemanha terá todos os méritos, afinal poucas campeãs tiveram um caminho tão espinhoso. Inglaterra e Argentina iniciaram a copa como favoritas e já ficaram pelo caminho. Dos principais favoritos, a Alemanha não enfrentaria apenas o Brasil nesta copa. Além da grande possibilidade do título da Alemanha, Klose terá 2 partidas para destronar Ronaldo e se tornar o maior artilheiro das Copas, devolvendo ao futebol alemão o trono que foi de Gerd Muller, de 74 até 2006. Se marcar um gol Klose se iguala a Ronaldo. Se fizer 2 ou mais torna-se o maior artilheiro da história das copas do mundo.
PARAGUAI 0 x 1 ESPANHA – Sensacional!!! Após um 1º tempo sem sal, o 2º reservava fortes emoções, com destaque especial para os goleiros. Com muitos lances de difícil interpretação o árbitro acabou sendo personagem importante no jogo, com muitos erros e acertos. Erros de arbitragem a parte, paraguaios e espanhóis viveram emoções semelhantes a uruguaios e ganeses no dia anterior. O Paraguai teve a chance de abrir o marcador, mas Casillas defendeu um pênalti de Cardozo (deveria repetir a cobrança por invasão). No contra-ataque os espanhóis tiveram a sua chance em outra penalidade. Xabi Alonso marcou, mas teve que repetir. No repeteco Villar salvou os paraguaios para o alívio de Cardozo, mas no rebote cometeu outro pênalti, desta vez, ignorado pelo árbitro. A Espanha tocava a bola como sempre, mas tinha poucas oportunidades de finalizar, até que o cerebral Iniesta fez bela jogada e deu a Pedro na cara de Villar, mas a Jabulani teimava em não entrar no gol. O chute de Pedro bateu na trave e voltou para o artilheiro da Copa Villa, que caprichou tanto que a bola bateu nas 2 traves antes de, enfim, entrar no gol paraguaio. No fim, mais emoção. Casillas salvou a Espanha num chute cara a cara de Santa Cruz e Villar impediu que Villa fizesse o 2º gol espanhol. O 1 a 0 confirmou a característica das 2 equipes na copa. O Paraguai detesta gols em seus jogos. Sai da copa com apenas 3 gols marcados e apenas 2 sofridos em 5 jogos. A Espanha finaliza muito, porém muito mal e marca poucos gols. O placar é sempre magrinho. Em 5 jogos marcou apenas 6 gols, 5 de David Villa, o artilheiro da copa até então e sofreu apenas 2.
RESUMO: Se as quartas de finais foi marcado pelo domínio sul-americano, que pela primeira vez colocou 4 entre as 8 melhores seleções da copa, as semifinais será dominada pelos europeus, já que os seus 3 representantes nas quartas avançaram para as semifinais. Uma semifinal colocará de um lado o Uruguai, um ex-grande do futebol, que joga seu autêntico futebol com muita força e garra, aproveitou-se da incompetência de França e Inglaterra e contou com a sorte e de outro a Holanda, que jamais conquistou um título mundial, mas por 2 vezes bateu na trave e na década de 90 travou 2 duelos memoráveis com o Brasil, tem um futebol muito vistoso com belo toque de bola e 2 excepcionais jogadores e é a única entre os semifinalistas que venceu os 5 jogos até então. Aposto na Holanda. Na outra semifinal teremos o reencontro das 2 seleções que fizeram a final da última Eurocopa, realizada há 2 anos, na qual a Espanha ficou com a taça. Desta vez, a favorita é a Alemanha, que até então jogou o futebol mais vistoso e competitivo da copa. É curioso, mas o que a Alemanha está jogando não lembra nem de longe o estilo aguerrido que a consagrou. É um futebol altamente vistoso. A Espanha tem um belo toque de bola, mas peca demais nas finalizações. Como se defende muito bem, não será nenhum absurdo se a Espanha chegar a final.