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Julho 27th, 2010
A Ferrari nos transformou em palhaços para o grande circo da F1
Published on Julho 27th, 2010 @ 17:18:12 , using 171 palavras, 75 visualizações
Quando enfim a Ferrari mostra a sua cara na temporada, ela mostra também a sua outra face, já conhecida por todos em outras ocasiões, quando Barrichello se sujeitava aos mandos e desmandos de sua ex-equipe. Lamentavelmente, Massa mostrou nesse domingo que desempenha agora o mesmo papel para o espanhol, que apesar de seu grande talento, utiliza sempre que possível de atitudes nada esportivas para atingir seus objetivos e agora conta com as atitudes nada desportivas de sua equipe. É lamentável que Massa, nossa grande esperança para a conquista de um título, se submeta a papel tão ridículo. A atitude da Ferrari transformou-nos num monte de palhaços para o grande circo da Fórmula 1. A aplicação da multa de apenas 100 mil dólares a Ferrari pela FIA é ridícula. No mínimo, para moralizar a categoria, deveria deixar a Ferrari fora da próxima corrida ou até mesmo tirar os pontos de Massa e Alonso desse GP da Alemanha, que foi uma vergonha.
Julho 27th, 2010
Mano conduzirá uma nova era na seleção
Published on Julho 27th, 2010 @ 17:00:13 , using 746 palavras, 10 visualizações
Após um festival de encontros e desencontros protagonizados por Ricardo Teixeira, o cartola-mor do futebol brasileiro, Mano Menezes aceitou o convite e foi oficializado como o novo técnico da seleção brasileira. Analisando friamente o currículo dos principais postulantes ao cargo, Mano era mesmo a terceira melhor opção.
Indiscutivelmente Felipão era a melhor, mas pelas declarações do técnico de que iria cumprir seu acordo verbal com o Palmeiras e sequer ter havido um convite por parte de Ricardo Teixeia, fica claro que ficou alguma rusga entre os dois por algum episódio do passado.
A segunda melhor opção era Muricy, pelo passado recente, com a conquista de 3 títulos e um vice-campeonato brasileiro e sendo eleito o melhor técnico da competição por 4 anos consecutivos. Certamente a briga política entre Roberto Horcades e Teixeira atrapalhou os planos de Muricy realizar seu sonho de dirigir a seleção, mas talvez não seja só isso. Provavelmente Muricy tenha saído da reunião com o cartola descontente com a falta de garantia para um trabalho a longo prazo.
Com a recusa do técnico do Fuminense, um dos cargos mais cobiçados do país caiu, com justiça, no colo do ex-treinador corintiano. Mano tem carrreira curta, porém marcante nos últimos anos no futebol brasileiro. Quando assumiu o Grêmio em 2005, era um ilustre desconhecido. De lá pra cá, tirou a equipe gaúcha da 2ª divisão, com a inesquecível “Batalha dos Aflitos” e a levou ao vice-campeonato da Libertadores em 3 anos de trabalho. Assumiu o Corinthians na mesma situação e levou a equipe paulista da 2ª divisão em 2008 a liderança provisória do campeonato brasileiro deste ano, passando pelas conquistas de um Campeonato Paulista e um título e um vice-campeonato da Copa do Brasil.
Em sua apresentação, Mano Menezes transpareceu extremamente convicto da importância do cargo que passa a ocupar e disse que quer colocar em campo aquilo que o povo brasileiro sonha com a nossa seleção, resgatando um estilo que nos alçou a condição de melhor futebol do planeta. Um futebol competitivo, mas acima de tudo vistoso, ofensivo e que encante a todos.
Pela sua primeira convocação já ficou claro a mudança de estilos. Basta olhar a relação dos volantes convocados. Todos eles já demonstraram em seus clubes e até na própria seleção que sabem jogar, diferentemente dos brucutus que marcaram a Era-Dunga.
Considerando o início da temporada europeia e a preocupação do novo técnico em não expor os jogadores que participaram do recente vexame na África do Sul, considero que a primeira convocação foi muito boa. Com a falta de boas opções acabou levando vários jogadores já pensando nas Olimpíadas de 2012. É verdade que alguns nomes surpreenderam e certamente não são unanimidades. Acredito por exemplo que há diversas opções melhores que Jefferson e Jucilei. Só pra citar alguns exemplos, Fábio, goleiro do Cruzeiro, é um dos principais jogadores de sua equipe e um dos melhores do Brasil há vários anos. No meio campo, Arouca fez brilhante primeiro semestre e no próprio Corinthians de Jucilei as maiores expectativas de convocação recaíam sobre Elias. Mas como um dia disse Nélson Rodrigues, toda unanimidade é burra e se nem Jesus Cristo agradou a todos, não será o técnico da seleção do país onde todos se dizem entendedores de futebol, que será unanimidade.
Além do fator técnico da escolha de jogadores e estilho de jogo a ser utilizado, a melhor impressão de Mano, ficou em sua entrevista coletiva, quando respondeu a todas as perguntas de forma sóbria, com respeito aos profissionais de imprensa, com bom humor e principalmente com uma educação digna de alguém que ocupa cargo tão importante. Tudo muito diferente do que presenciamos nos últimos quatro anos com a falta de humor e educação, as ironias e os sorrisos sarcásticos de Dunga, além é claro de suas teimosias com relação a sua equipe.
Agora é torcer pra que este novo estilo de convivência com a imprensa e torcedores se traduza em campo com um belo futebol e vitórias convincentes para resgatar o prazer dos brasileiros de vibrar com sua seleção.
Sucesso Mano!!! Pra cima deles Brasil, em busca do HEXA!!!
Julho 19th, 2010
Parabéns FLA-PASSOS pelos seus 18 anos!!!
Published on Julho 19th, 2010 @ 23:15:36 , using 464 palavras, 37 visualizações
Há 18 anos, no dia 19 de julho de 1992, um grupo de amigos rubro-negros passenses estiveram presentes pela primeira vez no Maracanã, na final do campeonato brasileiro daquele ano, quando Flamengo e Botafogo empataram em 2 a 2 e o mengão conquistou o pentacampeonato brasileiro.
Nascia ali a Fla-Passos. Após essa partida, por diversas vezes, integrantes desse grupo de amigos rubro-negros retornaram ao maior templo do futebol para vibrarem com as atuações do mais querido do Brasil. Além das idas ao Maraca, esse grupo de amigos tomaram o hábito de assistir juntos aos jogos do mengão. Por muitos anos o ponto de encontro era o Bar do Sr. Marmo, que tornou-se o reduto rubro-negro passense, até que o local tornou-se pequeno demais para receber tantos rubro-negros e a sede da Fla-Passos mudou por um curto período no início de 2009 para outro local e desde de junho do ano passado o Lual Eventos passou a ser a casa da torcida rubro-negra passense.
Desde o início de 2008, a torcida passou a organizar-se ainda mais pensando e vôos mais altos. O primeiro passo foi a criação de um site próprio, do qual sou colunista desde o início e hoje tenho o BLOG. O segundo passo foi a organização de excursões com uma maior frequência para assistir jogos onde o mengão estiver, especialmente no Maracanã. O ápice foi a lotação de 2 ônibus, com quase 100 rubro-negros passenses presentes no Maracanã na vitória contra o Grêmio no ano passado, que deu ao mengão o HEXACAMPEONATO BRASILEIRO. O maior e definitivo passo foi a conquista do título de EMBAIXADA DA NAÇÃO RUBRO-NEGRA conferido pelo CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO, em agosto do ano passado, algo almejado por mais de uma centena de torcidas rubro-negras espalhadas pelo mundo inteiro e apenas 34 já receberam tal honra.
A FLA-PASSOS chegou a tal ponto de organização graças a vários abnegados rubro-negros passenses, não somente aos membros da sua diretoria, mas também aos rubro-negros que estão sempre presentes para assistir jogos na sede, participam das excursões, participam de campanhas organizadas pela FLA-PASSOS (dessas campanhas e com o grande esforço da Diretoria foi possível a aquisição de uma filmadora para registrar os principais momentos vividos pela torcida e principalmente um projetor, que propicia aos rubro-negros passenses a assistirem as partidas do mengão num telão de 5 x 4 metros com uma ótima qualidade de imagem) e também aos parceiros que acreditam e patrocinam o site, que já conta com mais de 35 mil visitas em pouco mais de 2 anos no ar.
Parabéns FLA-PASSOS, pelos seus 18 anos e que esta data se repita por muitas e muitas vezes.
Julho 17th, 2010
Orgulho rubro-negro
Published on Julho 17th, 2010 @ 03:56:22 , using 588 palavras, 20 visualizações
O texto abaixo foi escrito por SYLVIO CAPANEMA DE SOUZA, presidente do Conselho Deliberativo do Flamengo, publicado no Jornal O Globo e trata-se de uma aula sobre o que é ser Flamengo. Simplesmente brilhante e por isso não poderia deixar de compartilhar com os amigos leitores desse BLOG.
Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer!
Mais de 35 milhões de pessoas cantam com orgulho nosso hino.
O Flamengo é uma nação, que nasceu dentro de outra.
E como toda nação, escreve a sua história, com grandezas e fragilidades, tem os seus heróis e seus vilões, mártires e traidores.
O Flamengo democratiza porque não distingue classes, irmana homens e mulheres, ricos e pobres, negros e brancos, doutores e iletrados. Ele sai às ruas, não se fecha em sedes, sobe os morros, cruza fronteiras, vence o tempo e as distâncias, a todos os seus filhos aproxima, no sentimento de uma só paixão.
Em 15 de novembro de 1895, quando foi fundando o Flamengo, algo mágico ocorreu, um destes inexplicáveis momentos que constroem a eternidade, que rompem a simples cronologia do tempo, e que são a centelha de energia que faz e que escreve a historia das nações.
Espraiou-se pelo país a mística rubro-negra, como uma epidemia às avessas, uma epidemia do bem, com a contaminação do orgulho de ser Flamengo.
Ser Flamengo é um determinismo biológico. Nós nascemos rubro-negros, crescemos rubro-negros e morremos rubro-negros.
Ele é sonho que se sonha nas arquibancadas e nos palácios, é remanso e corredeira, realidade e utopia, o ontem e o amanhã, porque para nós, rubro-negros, ele é tudo.
O Flamengo não se explica, nem se define. Apenas se sente, como são sentidas as paixões.
Ele não se oferece a nós, nós é que nos oferecemos a ele. Não nos cobra a vida, nós é que lhe doamos o corpo e a alma.
O lamentável episódio que envolve o goleiro Bruno atinge, como não poderia deixar de ser, o Flamengo, mas deve ser compreendido em suas reais e jurídicas dimensões.
Não se pode condenar o Brasil por que tivemos um Calabar, nem a Alemanha pelo que fez Hitler. Judas não tornou desprezível toda a raça humana.
Bruno, seja o que tenha feito, e apesar das glórias e títulos que nos ajudou a conquistar, não é o Flamengo, e não age em seu nome.
O Flamengo também é Zico, Júnior, Zizinho, Andrade e Rondinelli. É ainda César Cielo, Patrícia Amorim (natação), Oscar Shmidt, Marcelinho (basquete), Buck (remo), Diego e Daniele Hipólito (ginástica olímpica), e tantos outros que construíram sua grandeza, conquistando títulos nacionais e internacionais.
São milhões de torcedores, que comemoram com orgulho as vitórias e sofrem estoicamente as derrotas.
As inúmeras piadas, perversas e de mau gosto, que circulam pela internet, não atingem apenas o Flamengo, que está muito acima delas, mas desrespeitam muito mais a dor dos que amavam a vítima e amesquinham quem as cria ou as transmitem na censurável comemoração do macabro e da desgraça.
O Flamengo sofre e sangra com a vítima, não brinca com o crime, não absolve os culpados, mas não pode ser com eles condenado.
Bruno, ou quem quer que seja, jamais conseguirá matar o Flamengo!
SYLVIO CAPANEMA DE SOUZA é presidente do Conselho Deliberativo do Flamengo.
Julho 14th, 2010
Órfãos de técnicos
Published on Julho 14th, 2010 @ 01:10:06 , using 503 palavras, 18 visualizações
Fim de copa do mundo, é hora de voltarmos a nossa atenção para o futebol tupiniquim, aquele que mantém a nossa paixão pelo esporte mais popular do planeta.
Após a eliminação do Brasil da copa, confirmei aquilo que pressentia. Estamos órfãos de técnicos.
Tanto a seleção brasileira que disputou a copa, quanto o nosso mengão, são comandados por técnicos que não tem capacidade para dirigir times de tamanha expressão.
Sou partidário de que para se chegar ao ápice, é necessário passar por todas as etapas. Esporadicamente até pode dar certo, mas não é comum alguém começar por cima e sair como vencedor. Como diria Romário, chegou ontem e já quer sentar na janelinha?
As últimas 2 experiências na seleção com treinadores que jamais haviam exercido a função em algum clube se demonstraram um fracasso. Foi assim com Falcão em 1990 e agora com Dunga.
Dunga, desde suas primeiras convocações cometeu absurdos como Afonso Alves para representar a seleção mais importante do planeta. O mundo inteiro sabia que a sua convocação para a copa apontava injustiças e erros grosseiros.
Até que chegou ao jogo mais importante e o nosso treinador não teve sequer a coragem de fazer a 3ª substituição, quando o Brasil perdia por 2 a 1, pois não tinha no banco ninguém com capacidade para melhorar o desempenho da equipe.
No Flamengo a história não é muito diferente. Que curriculum tem Rogério Lourenço para ocupar o cargo de técnico do atual campeão brasileiro? A meu ver nenhum. Jamais dirigiu uma equipe profissional, foi apenas treinador de equipes de base, inclusive perdendo a final do mundial sub-20 no ano passado e atuou como auxiliar técnico de Andrade por menos de 5 meses.
Para a nossa infelicidade, ele assumiu diante do Corinthians conseguindo a classificação e com a recusa de Joel Santana e Felipão acabou ficando no cargo.
Acredito que a diretoria cometeu um grave erro ao mantê-lo no cargo e não investir num treinador de ponta. Nas 7 primeiras rodadas do brasileiro, o desempenho do mengão foi muito abaixo das expectativas, perdendo pontos inacreditáveis, sendo alguns deles por culpa do treinador.
Neste mês de julho, ainda sem os reforços vindos do exterior e com um ataque cardíaco, o mengão terá um árduo caminho e tenho minhas dúvidas se Rogério resistirá a uma série de maus resultados.
Com isso terá sido perdido pelo menos 2 meses de trabalho com um novo treinador.
Se não for possível a contratação de um treinador de ponta com um curriculum a altura da grandeza do Flamengo, sou totalmente favorável ao retorno de Andrade, que já demonstrou ter capacidade, tem a pele rubro-negra, se encaixa totalmente na nova filosofia de profissionalismo prometida e faria uma dupla fantástica com o Galinho, pra revivermos nossos melhores dias.
Julho 12th, 2010
Espanha campeã do mundo
Published on Julho 12th, 2010 @ 02:38:51 , using 755 palavras, 24 visualizações
ALEMANHA 3 x 2 URUGUAI – Na disputa do 3º lugar, ótimo jogo, marcado por viradas e falhas do goleiro uruguaio. Apesar de vários desfalques a seleção alemã mostrou qualidade, mas contou principalmente com a ajuda inestimável do goleiro Muslera, que nessa partida parecia mais uma peneira, que falhou bisonhamente em 2 gols. O Uruguai mais uma vez se mostrou valente e se o golaço de Forlán não foi suficiente pra dar o 3º lugar aos sul-americanos, colocou-o entre os artilheiros e certamente pesou muito na escolha dos jornalistas, que o elegeram o craque da copa do mundo, pra surpresa geral. Muller abriu o placar do jogo para os alemães, também se tornando artilheiro da copa e sendo eleito a revelação do mundial. Devido a problemas nas costas, Klose ficou impedido de jogar e perdeu a chance de igualar ou ultrapassar Ronaldo como o maior artilheiro das copas.
ESPANHA 1 x 0 HOLANDA – Final com cara de final. A final da copa não foi um primor de técnica, pelo contrário, ficou marcada pelo exagero de faltas e com muitas entradas violentas, que contou com a condescendência do banana do árbitro inglês, que só dava cartões amarelos e pra quem já tinha, ficava apenas na conversa. Foi registrado o maior número de cartões amarelos (13) na história das finais de copa. A Espanha até procurou jogar o seu futebol de toques, mas era impedida pela violência de alguns holandeses, até que os jogadores espanhóis também acabaram saindo do seu normal e cometendo diversas faltas. Mas também houve futebol e só não houve muitos gols no 2º tempo e na prorrogação porque os goleiros estavam inspirados. As 2 equipes tiveram ótimas oportunidades de abrir o placar, mas o cerebral Iniesta só conseguiu balançar as redes e entrar para a história quando faltava 4 minutos para o fim da prorrogação. Foi muito merecido o título espanhol. Trata-se de uma equipe que joga do início ao fim e independente do placar, da mesma maneira, com toques curtos de pé em pé, sem chutões. Muitas vezes pecam por não finalizar de longe e pelo preciosismo dentro da área, o que lhes custa um absurdo número de erros nas finalizações. Por outro lado tem uma defesa que mostrou-se muito sólida e com um ótimo goleiro, tornando-se a defesa menos vazada da copa, sofrendo apenas 2 gols. O ataque, apesar dos inúmeros gols perdidos, teve Davi Villa como um dos artilheiros da copa, com 5 gols. O meio de campo espanhol é sem comentários. Simplesmente fantástico. Enfim a copa ficou em ótimas mãos e a Espanha tornou-se a 1ª seleção, além da brasileira, a vencer a copa em outro continente. Com o título a Espanha entrou no seleto grupo dos agora 8 campeões mundiais. Com o título espanhol a Europa ficou em vantagem, 10 a 9, no duelo com o continente sul-americano.
Assisti pelo menos uns 55 dos 64 jogos da copa. Se não foi a copa dos sonhos em termos de qualidade técnica dos jogos, foi um pouco melhor que a copa de 2006. Quanto a seleção brasileira lamentei a desclassificação, mas em nenhum momento me decepcionei, já que a decepção ocorre quando muito se espera e nada se conquista, como na copa de 2006, quando o Brasil tinha vários excepcionais jogadores que viviam grande fase em seus clubes e em 2005 havia tido ótimas apresentações na copa das confederações, mas por vários erros cometidos principalmente na fase de preparação, acabamos eliminados pela França. Desta vez o Brasil não tinha nenhum jogador que atue do meio pra frente em grande fase e tínhamos um técnico que cometeu inúmeros absurdos em sua convocação. Pra mim não foi nenhuma surpresa a eliminação e portanto, desta vez, não houve decepção. Espero que a principal lição desta copa tenha sido a dada pela Espanha, que enterra de vez a teoria que pra se ganhar copa é necessário jogar futebol de resultados. A Espanha, apesar de não ser perfeita, mostrou ao mundo que é possível jogar bonito e vencer partidas e também uma copa do mundo. Espero ver em 2014, jogando em casa, uma seleção brasileira jogando o nosso verdadeiro futebol, envolvente, pra frente, decidido pelo talento de nossos jogadores e que enfim conquistemos o tão sonhado HEXA, que escapou nas últimas 2 copas.
Julho 8th, 2010
Nas semifinais a Holanda confirmou o favoritismo e a Espanha derrotou o favoritismo e a tradição alemã e fazem final inédita
Published on Julho 8th, 2010 @ 04:10:42 , using 734 palavras, 27 visualizações
HOLANDA 3 x 2 URUGUAI – Grande jogo, com um final emocionante. No 1º tempo, apesar dos importantes desfalques, o Uruguai até começou melhor, mas logo aos 17 minutos Bronckhorst acertou um petardo e marcou um dos mais belos gols da copa. A partir daí o 1º tempo ficou muito sem graça até que quase no final do 1º tempo Diego Forlan chutou de fora da área e contou com a colaboração do ótimo goleiro holandês e da Jabulani, para empatar e mostrar que os uruguaios são sempre valentes. O Uruguai voltou melhor para o 2º tempo e quase virou, mas foi o cerebral Sneijder quem virou dentro da área celeste, chutou e contou com a sorte do desvio de um uruguaio e da interpretação da arbitragem, que não marcou impedimento milimétrico de Van Persie, que estava no trajeto da bola que morreu no fundo da rede. Logo a seguir Robben marcou e 3º de cabeça e parecia ter liquidado a fatura. O mesmo Robben ainda teve outra chance cara a cara com Muslera, mas faltou pernas e o pé direito. Nos acréscimos, após jogada ensaiada, o Uruguai diminui e ainda sufucou a Holanda nos últimos 2 minutos de partida, mas prevaleceu a melhor técnica dos holandeses que jamais conquistaram um título mundial, mas por 2 vezes na década de 70, bateu na trave ficando com o vice e na década de 90 travou 2 duelos memoráveis com o Brasil. A Holanda tem um futebol muito vistoso com belo toque de bola e 2 excepcionais jogadores e chega a decisão após ter vencido todos os seus 6 jogos até então, marcado 12 gols e sofrido 5, sendo 2 deles de pênaltis.
ESPANHA 1 x 0 ALEMANHA – Adeus numerologia!!! No primeiro tempo faltou emoção. No 2º a Espanha tomou conta do jogo e impôs o seu futebol de toques, mantendo a posse de bola e criando boas oportunidades, mas foi numa bela cabeçada que a Espanha abriu o placar. A partir daí a Espanha fez ainda mais o seu jogo de toques e ainda teve uma grande oportunidade para matar o jogo, mas pra não perder o costume de toda a copa, Pedro abusou e errou. A Alemanha não foi nem sombra do que fora contra Inglaterra e Argentina. Sem oportunidades de utilizar o contra-ataque, sua arma mortal, e sem o ótimo Muller, a Alemanha teve apenas uma ótima chance para empatar, mas Kroos chutou e Casillas, um dos melhores goleiros da copa, fez ótima defesa. O melhor futebol da copa até as quartas de finais, donos de um contra-ataque mortal, está fora da final em detrimento ao futebol mais vistoso, envolvente e com um ótimo sistema defensivo dos espanhóis que farão a sua 1ª final de copa do mundo. O seu ponto fraco são as finalizações. É inacreditável com a “fúria” perde gols. Assim como na final da Eurocopa de 2 anos atrás o placar se repetiu a favor dos espanhóis. Klose passou em branco e agora terá apenas 1 partida para destronar Ronaldo e se tornar o maior artilheiro das Copas, devolvendo ao futebol alemão o trono que foi de Gerd Muller, de 74 até 2006. Se marcar um gol Klose se iguala a Ronaldo. Se fizer 2 ou mais torna-se o maior artilheiro da história das copas do mundo. Com a derrota da Alemanha a teoria matemática que apontava a mesma como campeã foi por terra. A teoria apontava a Alemanha campeã, já que fora em 1954 e se somarmos 2010, chegaremos a 3.964, o mesmo número da soma dos títulos da mesma Alemanha em 1974 e 1990, do Brasil em 1970 e 1994, do Brasil em 1962 e 2002 e da Argentina em 1978 e 1986. Quem se mostrou imbatível nos palpites foi o polvo, que acertou todos os resultados da Alemanha nesta copa. Em 6 jogos na copa a Espanha marcou apenas 7 gols, sendo 5 de David Villa, o artilheiro da copa até então ao lado de Sneijder, e sofreu apenas 2.
RESUMO: Se as quartas de finais foi marcada pelo domínio sul-americano, que pela primeira vez colocou 4 entre as 8 melhores seleções da copa, as semifinais foi dominada pelos europeus, já que os seus 3 representantes nas quartas avançaram para as semifinais e a final será 100 % européia pela 2ª vez consecutiva, o que já garante antecipadamente o 10º título de uma seleção europeia na copa do mundo contra 9 dos sul-americanos.
Julho 4th, 2010
HOLANDA 2 x 1 BRASIL – O sonho do Hexa foi adiado pra 2014
Published on Julho 4th, 2010 @ 03:59:22 , using 1928 palavras, 74 visualizações
HOLANDA 2 x 1 BRASIL – O sonho do Hexa foi adiado pra 2014. A torcida era grande, mas uma série de erros culminou com a desclassificação que pra mim não foi nenhuma surpresa. Desde o sorteio em dezembro do ano passado, esse confronto era previsto e deixando de lado o patriotismo, o time laranja é melhor. Verdade que não é nenhuma Brastemp e tem defeitos, mas muito menos que a seleção do Dunga. Isso mesmo, seleção do Dunga, porque seleção brasileira não é mesmo. Se Dunga durou quase 4 anos nesse cargo, foi graças a uma defesa que sempre se mostrou muito sólida e a um goleiro que é disparado o melhor do mundo a pelo menos 2 anos. Porém, nessa partida, quem normalmente salvava, acabou falhando e aí ficou claro os erros apontados por muitos há muito tempo, mas que o todo poderoso chefão preferiu ignorar. O Brasil até fez um grande 1º tempo, tomando a iniciativa do jogo, abriu o placar, não recuou e neutralizou a principal jogada holandesa com Robben pela direita. O Brasil só não foi para o intervalo com uma vantagem maior graças ao árbitro que deixou de marcar um pênalti em Kaká e a uma defesaça do goleiro holandês em chute de Kaká após uma bela jogada de nosso ataque. O 2º tempo foi outro jogo. Desde o início o Brasil recuou, não conseguia segurar a bola no ataque e a Holanda tomou conta do jogo. Após cruzamento despretensioso, falha dupla na área brasileira, com o grande goleiro e por muitas vezes salvador da pátria Julio César, saindo mal do gol e sendo atrapalhado por Felipe Melo, que raspou de cabeça pra dentro do gol. Numa cobrança de escanteio, pane geral na defesa e o baixo, porém cerebral Sneider, marcou de cabeça, sem nenhuma reação do seu marcador Felipe Melo. O time sentiu demais. A partir daí o que se viu foi um time brasileiro descontrolado, desorganizado, sem poder de reação e sem opções no banco pra melhorar a equipe. Felipe Melo confirmou aquilo que todos sabiam que iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Após cometer uma falta, pisou covardemente em Robben, sendo expulso e deixando na mão seus companheiros e toda a nação. Nenhuma surpresa pra quem acompanha a carreira desse jogador limitado tecnicamente e muito indisciplinado. O Brasil era um descontrole só. Como Dunga cobraria equilíbrio de seus jogadores, se durante toda a copa mostrou um total desequilíbrio a beira do gramado, xingando árbitros e adversários e dando socos no banco de reservas? Se o Brasil, enquanto tinha a vantagem no marcador, não conseguia segurar a bola no ataque, a Holanda dava aula do assunto, com o atacante Robben usando sua habilidade para prender a bola e sofrer faltas do descontrolado time brasileiro. Ao time brasileiro faltava criatividade. Kaká sentiu a falta de melhor condicionamento físico, como era esperado devido ao longo tempo de inatividade. O problema é que o turrão Dunga, convocou sua igrejinha, não os melhores e com isso não tinha as opções que durante meses a torcida e imprensa tanto cobravam. É duro saber que no Brasil ficaram jogadores como Ronaldinho Gaúcho, Alex e Ganso, que nos dariam pelo menos a esperança de virar o jogo. A maior prova da estupidez do nosso técnico foi dada por ele mesmo. O Brasil perdia o jogo e ele não teve sequer a coragem de fazer a 3ª substituição, já que tinha convicção, que mesmo com o desgaste físico, quem estava em campo era muito superior aos seus reservas disponíveis. Com tantos erros desde a montagem desse grupo, foi incontestável a vitória dos holandeses, que se não é uma laranja mecânica como já foi um dia, tem futebol vistoso, que joga ofensivamente e tem pelo menos 2 jogadores ( Sneider e Robben ) que fazem a diferença. Mais uma vez o futebol de resultados perdeu. Será que não seria melhor jogar o nosso verdadeiro futebol ofensivo? Nesta Copa, pelo menos Holanda, Espanha e Alemanha tem jogado um futebol ao estilo que consagramos e não por acaso estão nas semifinais.
URUGUAI (4) 1 x 1 (2) GANA – Emocionante!!! Só mesmo o futebol é capaz de situações tão divergentes em tão pouco tempo. Enquanto em questões de segundos uma nação foi da euforia e ao fundo do poço, a outra desolada explodiu de alegria. Os 120 minutos de jogo foram marcados por muita disposição, mas pouca inspiração das 2 equipes. O medo de perder parecia impedir que as 2 equipes se jogassem com mais ambição ao ataque. Os 2 gols foram marcados de longa distância, com a colaboração dos 2 goleiros e a ajuda inestimável da Jabulani. Mas o que faltou de emoção em 120 minutos, sobrou no último. O atacante Luisito Suárez, que fora o herói na fase anterior, fez 2 defesas espetaculares em cima da linha. A 1ª com a perna, sobrou para uma nova cabeçada do atacante ganense. Desta vez, no reflexo puro, Suárez fez a maior defesa desta copa com as mãos e foi expulso. Enquanto Suárez saía desolado de campo, Gyan, autor de 3 gols na copa e também herói na fase anterior, preparava para a cobrança que colocaria pela 1ª vez uma equipe africana em uma semifinal de copa do mundo. O inesperado aconteceu. Gyan chutou no travessão, a partida acabou e a vaga na semifinal foi para a disputa de penalidades. Gyan mostrou personalidade, bateu novamente e desta vez marcou, mas Gana entrou psicologicamente derrotada e 2 de seus jogadores bateram mal, transformando Muslera em herói nacional no Uruguai, que retorna a uma semifinal de copa depois de 40 anos. Não há como não vir a lembrança o filme da copa de 86. As vezes os Deuses do futebol são muito injustos. Gyan, o melhor jogador de Gana na copa, não merecia perder aquele pênalti, assim como Zico não merecia perder o pênalti contra a França em 86, após o sacrifício a que fora submetido para estar presente naquela copa. Mas felizmente para uns e infelizmente para outros, fatos como esses entram para a história desse magnífico esporte e da sua principal competição, que atrai a atenção de todo o planeta.
ARGENTINA 0 x 4 ALEMANHA – Massacre!!! Pelo desempenho dos ataques nos jogos anteriores eu até esperava um jogo com muitos gols, mas jamais uma goleada. Apostava numa vitória da Argentina. Acreditava que a individualidade, principalmente de Messi, fizesse a diferença a favor dos sul-americanos. Mas o que se viu em campo foi um massacre os alemães. A história começou a ser descrita logo no início, com a falha do fraquíssimo sistema defensivo argentino. A Alemanha repetiu seus melhores momentos nesta copa e mostrou o que é uma equipe organizada. Sólida na defesa, volantes que marcam com muita eficiência e sabem jogar como meias ( Schweinsteiger fez uma partida exuberante), meias que ajudam na marcação, se deslocam procurando espaços para a armação das jogadas e são a alma dos contra-ataques e um ataque que une a juventude e categoria de Muller com o faro de gol de Klose. No 2º tempo a Alemanha soube explorar com muita sabedoria o desespero do adversário e foi implacável e impiedosa. A Alemanha saiu dessa partida com a credencial de uma futura campeã do mundo. Para isso terá de superar mais 2 grandes adversários, Espanha e possivelmente a Holanda. Se sagrar-se campeã, a Alemanha terá todos os méritos, afinal poucas campeãs tiveram um caminho tão espinhoso. Inglaterra e Argentina iniciaram a copa como favoritas e já ficaram pelo caminho. Dos principais favoritos, a Alemanha não enfrentaria apenas o Brasil nesta copa. Além da grande possibilidade do título da Alemanha, Klose terá 2 partidas para destronar Ronaldo e se tornar o maior artilheiro das Copas, devolvendo ao futebol alemão o trono que foi de Gerd Muller, de 74 até 2006. Se marcar um gol Klose se iguala a Ronaldo. Se fizer 2 ou mais torna-se o maior artilheiro da história das copas do mundo.
PARAGUAI 0 x 1 ESPANHA – Sensacional!!! Após um 1º tempo sem sal, o 2º reservava fortes emoções, com destaque especial para os goleiros. Com muitos lances de difícil interpretação o árbitro acabou sendo personagem importante no jogo, com muitos erros e acertos. Erros de arbitragem a parte, paraguaios e espanhóis viveram emoções semelhantes a uruguaios e ganeses no dia anterior. O Paraguai teve a chance de abrir o marcador, mas Casillas defendeu um pênalti de Cardozo (deveria repetir a cobrança por invasão). No contra-ataque os espanhóis tiveram a sua chance em outra penalidade. Xabi Alonso marcou, mas teve que repetir. No repeteco Villar salvou os paraguaios para o alívio de Cardozo, mas no rebote cometeu outro pênalti, desta vez, ignorado pelo árbitro. A Espanha tocava a bola como sempre, mas tinha poucas oportunidades de finalizar, até que o cerebral Iniesta fez bela jogada e deu a Pedro na cara de Villar, mas a Jabulani teimava em não entrar no gol. O chute de Pedro bateu na trave e voltou para o artilheiro da Copa Villa, que caprichou tanto que a bola bateu nas 2 traves antes de, enfim, entrar no gol paraguaio. No fim, mais emoção. Casillas salvou a Espanha num chute cara a cara de Santa Cruz e Villar impediu que Villa fizesse o 2º gol espanhol. O 1 a 0 confirmou a característica das 2 equipes na copa. O Paraguai detesta gols em seus jogos. Sai da copa com apenas 3 gols marcados e apenas 2 sofridos em 5 jogos. A Espanha finaliza muito, porém muito mal e marca poucos gols. O placar é sempre magrinho. Em 5 jogos marcou apenas 6 gols, 5 de David Villa, o artilheiro da copa até então e sofreu apenas 2.
RESUMO: Se as quartas de finais foi marcado pelo domínio sul-americano, que pela primeira vez colocou 4 entre as 8 melhores seleções da copa, as semifinais será dominada pelos europeus, já que os seus 3 representantes nas quartas avançaram para as semifinais. Uma semifinal colocará de um lado o Uruguai, um ex-grande do futebol, que joga seu autêntico futebol com muita força e garra, aproveitou-se da incompetência de França e Inglaterra e contou com a sorte e de outro a Holanda, que jamais conquistou um título mundial, mas por 2 vezes bateu na trave e na década de 90 travou 2 duelos memoráveis com o Brasil, tem um futebol muito vistoso com belo toque de bola e 2 excepcionais jogadores e é a única entre os semifinalistas que venceu os 5 jogos até então. Aposto na Holanda. Na outra semifinal teremos o reencontro das 2 seleções que fizeram a final da última Eurocopa, realizada há 2 anos, na qual a Espanha ficou com a taça. Desta vez, a favorita é a Alemanha, que até então jogou o futebol mais vistoso e competitivo da copa. É curioso, mas o que a Alemanha está jogando não lembra nem de longe o estilo aguerrido que a consagrou. É um futebol altamente vistoso. A Espanha tem um belo toque de bola, mas peca demais nas finalizações. Como se defende muito bem, não será nenhum absurdo se a Espanha chegar a final.